
O câncer adrenal é um tumor raro que ocorre quando as células das glândulas suprarrenais sofrem mutações e passam a crescer de forma descontrolada. Esse tumor pode atingir tanto crianças quanto adultos, especialmente entre 40 e 50 anos.
Embora os tumores adrenais sejam raros e seus fatores de risco ainda não estejam completamente definidos, há evidências consistentes de associação com condições hereditárias. Síndromes genéticas específicas aumentam a predisposição ao desenvolvimento de tumores suprarrenais, tanto benignos quanto malignos.
As principais síndromes genéticas associadas incluem:
Os sintomas dos tumores suprarrenais podem ser classificados em três categorias: sintomas gerais de malignidade, sintomas decorrentes do efeito compressivo do tumor e sintomas relacionados à produção hormonal excessiva.
Em estágios iniciais, muitos tumores são assintomáticos. Entretanto, quando evoluem para estágios avançados, podem surgir fadiga, febre e perda de peso sem causa aparente. A presença de massa abdominal palpável, dor local, saciedade precoce e dificuldade alimentar pode ocorrer devido à compressão de órgãos adjacentes. Em alguns casos, observa-se sangramento urinário e anemia.
Excesso de cortisol (Síndrome de Cushing): ganho de peso, acúmulo de gordura cervicodorsal, estrias abdominais, fraqueza muscular, diabetes mellitus, hipertensão arterial, osteoporose e alterações de humor, incluindo depressão.
Excesso de aldosterona: hipertensão arterial, fraqueza muscular, câimbras e hipocalemia.
Excesso de andrógenos: em mulheres, manifesta-se por hirsutismo (crescimento excessivo de pelos grossos e escuros), calvície, alterações vocais e irregularidade menstrual; em crianças, provoca crescimento excessivo de pelos e aumento do pênis em meninos ou do clitóris em meninas.
Excesso de estrogênios: em homens, pode causar ginecomastia (inchaço do tecido mamário), impotência e redução da libido; em crianças, está associado à puberdade precoce em meninas e aumento mamário em meninos.
Excesso de catecolaminas (feocromocitoma): resulta em hipertensão arterial, arritmias cardíacas e hiperglicemia, decorrentes da liberação excessiva de adrenalina e noradrenalina.
O diagnóstico dos tumores da glândula suprarrenal ocorre frequentemente de forma secundária, durante a realização de exames de imagem por outras indicações clínicas. Quando há suspeita clínica, a investigação segue protocolos bem estabelecidos.
O tratamento dos tumores da glândula suprarrenal é individualizado e depende do tamanho da lesão, da localização tumoral e das condições clínicas do paciente.
A cirurgia, por meio da adrenalectomia, representa a principal modalidade terapêutica inicial, consistindo na remoção de uma ou ambas as glândulas suprarrenais. Em casos selecionados, terapias complementares como radioterapia, quimioterapia e o uso de medicamentos específicos podem ser indicadas para o controle de doenças residuais.
Os tumores da glândula suprarrenal representam um desafio diagnóstico e terapêutico devido à sua raridade e diversidade clínica. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

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