
Qualquer doença que afete, de alguma forma, o funcionamento da bexiga pode fazer com que ela atue de maneira desordenada, ocasionando problemas para o sistema urinário.
Isso ocorre porque a bexiga, em condições normais de funcionamento, apresenta algumas propriedades características. São elas:
À medida que a bexiga enche e acumula urina, funcionando como um reservatório, suas paredes se distendem, mantendo a pressão interna baixa.
Na bexiga neurogênica, entretanto, a bexiga pode perder sua elasticidade, especialmente quando suas paredes se tornam espessas e rígidas.
Como consequência, ela não consegue acomodar volumes maiores de urina sem que haja aumento da pressão em seu interior. Caso essa pressão se eleve excessivamente, a filtração renal é comprometida e os rins podem ficar dilatados.
Durante o desenvolvimento infantil, a criança adquire o controle voluntário sobre a contração da bexiga. Assim, diferentemente das fases iniciais, em que as contrações são involuntárias, o funcionamento passa a obedecer à vontade.
Na bexiga neurogênica, contudo, podem ocorrer contrações involuntárias, que se manifestam clinicamente por perdas de urina sem que o paciente perceba, causando evidente desconforto social.

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No passado, quase 70% dos pacientes com bexiga neurogênica morriam em decorrência de complicações urológicas, geralmente por insuficiência renal e infecções urinárias.
Atualmente, o conhecimento sobre a fisiologia da micção e o funcionamento complexo deste órgão avançou significativamente. Por isso, o urologista pediátrico dispõe de diferentes recursos terapêuticos e medicamentos capazes de suprir ou facilitar a função da bexiga quando ela não atua adequadamente.
O tratamento da bexiga neurogênica é essencial para preservar a função renal, evitar complicações urológicas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
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