Incontinência Após Cirurgia de Próstata
Detalhes do Tratamento:
A incontinência após cirurgia de próstata é a perda involuntária de urina que pode ocorrer após procedimentos como a prostatectomia radical.
Embora seja comum no início da recuperação, a maioria dos pacientes apresenta melhora progressiva ao longo dos meses.
Por que ocorre a incontinência?
A cirurgia pode alterar temporariamente o funcionamento do esfíncter uretral, da uretra e da musculatura do assoalho pélvico, estruturas importantes para controlar a saída da urina.
Alterações no funcionamento da bexiga também podem contribuir para os escapes.
Quais são os tipos de incontinência?
A incontinência pós-prostatectomia pode se manifestar principalmente de duas formas:
Incontinência de esforço: perda de urina ao tossir, espirrar, rir, levantar peso ou fazer exercícios.
Incontinência de urgência: vontade súbita de urinar acompanhada de perda antes de chegar ao banheiro.
Também é possível que os dois padrões ocorram simultaneamente.
É normal perder urina após a cirurgia?
Sim. A perda de urina após cirurgia de próstata é frequente nos primeiros meses, especialmente após a retirada da sonda. Em muitos pacientes, o controle urinário melhora progressivamente entre 6 e 12 meses.
Quando os escapes persistem ou prejudicam a qualidade de vida, é importante investigar o quadro.
Como tratar a incontinência pós-prostatectomia?
O tratamento depende da intensidade da perda e do tempo de recuperação. As principais opções incluem:
Fisioterapia pélvica: fortalece o assoalho pélvico e auxilia na recuperação do controle urinário.
Sling masculino: pode ser indicado para casos selecionados de incontinência leve a moderada.
Esfíncter urinário artificial: alternativa para casos persistentes, especialmente quando a perda é mais intensa.
Qual é a importância da fisioterapia pélvica?
A fisioterapia pélvica é uma das principais estratégias para recuperar o controle urinário após a prostatectomia.
Por meio do treinamento dos músculos do assoalho pélvico, o paciente aprende a fortalecer e ativar corretamente a musculatura responsável pela continência, favorecendo a redução dos escapes e uma recuperação mais eficiente.
Quando procurar um urologista?
Se os escapes continuam após o período esperado de recuperação, são frequentes ou exigem o uso constante de absorventes, uma avaliação urológica é indicada.
O especialista pode investigar o funcionamento da bexiga e do esfíncter e definir o tratamento mais adequado.
Avaliação com especialista em São Paulo
O Dr. Fernando Gonçalves de Almeida é urologista com mais de 25 anos de experiência clínica e cirúrgica e Chefe da Disciplina de Urologia da EPM-UNIFESP. Possui Doutorado em Urologia pela EPM-UNIFESP e Pós-Doutorado pela UCLA, nos Estados Unidos.
A avaliação individualizada permite identificar a causa e a intensidade da incontinência e definir a melhor estratégia para cada paciente. Agende uma consulta em São Paulo para avaliar as opções de tratamento.
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