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Esfíncter Urinário Artificial

O esfíncter urinário artificial é uma das principais opções cirúrgicas para homens com incontinência urinária grave, especialmente quando a perda de urina persiste após tratamentos anteriores ou ocorre em consequência de procedimentos como a cirurgia para câncer de próstata.

O dispositivo, também conhecido como AMS 800, foi desenvolvido para substituir a função do esfíncter urinário que não consegue controlar adequadamente a saída da urina.

A indicação depende da causa e da intensidade da incontinência, além das condições clínicas e dos tratamentos já realizados pelo paciente. Uma avaliação urológica especializada é essencial para determinar se o implante é a melhor alternativa.

O que é o esfíncter urinário artificial?

O esfíncter urinário artificial é um dispositivo implantado cirurgicamente para recuperar o controle da urina em homens com deficiência importante do mecanismo de continência.

O sistema AMS 800 é composto por três partes principais:

  • Manguito, colocado ao redor da uretra;

  • Bomba de controle, posicionada no escroto;

  • Reservatório, que fica no abdômen.

O manguito mantém a uretra fechada e impede a passagem involuntária da urina. Quando o paciente precisa urinar, aciona a bomba localizada no escroto, fazendo com que o manguito se abra temporariamente. Depois de alguns minutos, o sistema volta a fechar a uretra.

Dessa forma, o dispositivo reproduz parte da função do esfíncter natural.

Quando o esfíncter artificial é indicado?

O implante pode ser indicado principalmente para homens com incontinência urinária masculina grave decorrente de deficiência do esfíncter.

Uma das causas mais frequentes é a incontinência após tratamentos para o câncer de próstata, mas outras situações também podem comprometer o mecanismo de continência.

A indicação pode ser considerada quando:

  • A perda urinária é significativa e afeta a rotina;

  • Tratamentos conservadores não foram suficientes;

  • O paciente apresenta deficiência do esfíncter;

  • Há indicação cirúrgica após avaliação urológica;

  • As condições da uretra permitem a implantação do dispositivo.

Antes da cirurgia, é necessário investigar a causa da incontinência e avaliar cuidadosamente o funcionamento da uretra e da bexiga.

Como funciona o AMS 800?

O AMS 800 funciona por meio de um sistema hidráulico que permite controlar a abertura e o fechamento da uretra.

Na maior parte do tempo, o manguito permanece cheio e mantém a uretra fechada. Quando o paciente deseja urinar, ele comprime a bomba no escroto.

O líquido presente no manguito é deslocado para o reservatório, permitindo que a uretra seja aberta. Após um determinado período, o líquido retorna ao manguito e a uretra volta a ser fechada.

Sendo assim, o paciente consegue controlar manualmente o momento de urinar.

Como é feita a cirurgia?

A implantação do esfíncter urinário artificial é realizada por meio de uma cirurgia na qual os componentes do dispositivo são posicionados nas regiões adequadas.

O manguito é colocado ao redor da uretra, enquanto a bomba fica no escroto e o reservatório é implantado na região abdominal.

A técnica utilizada e o tempo de internação podem variar conforme as características de cada paciente e o planejamento cirúrgico.

Após a implantação, o dispositivo não costuma ser ativado imediatamente, é necessário aguardar o período de cicatrização indicado pelo especialista antes de iniciar sua utilização.

Quais são os benefícios do esfíncter urinário artificial?

Para pacientes corretamente selecionados, o implante pode proporcionar uma melhora significativa no controle urinário e na qualidade de vida.

Entre os principais benefícios estão:

  • Redução importante da perda involuntária de urina;

  • Recuperação do controle urinário;

  • Maior segurança para realizar atividades cotidianas;

  • Possibilidade de voltar a atividades sociais e físicas com mais confiança;

  • Controle manual do dispositivo pelo próprio paciente.

É importante destacar que o objetivo do tratamento é melhorar a continência, mas os resultados podem variar de acordo com a condição da uretra, da bexiga, a causa da incontinência e o histórico de cada paciente.

O acompanhamento periódico é importante para avaliar a continência, o funcionamento do dispositivo e a saúde da uretra.

Por que realizar o procedimento com o Prof. Dr. Fernando Almeida?

O Prof. Dr. Fernando Almeida possui mais de 25 anos de experiência clínica e cirúrgica em urologia, com atuação em procedimentos complexos do trato urinário.

Sua trajetória acadêmica inclui Doutorado em Urologia pela EPM-UNIFESP, pós-doutorado pela University of California, Los Angeles (UCLA) e atuação como Professor Livre-Docente da Escola Paulista de Medicina.

A experiência em cirurgia reconstrutiva e no tratamento de alterações da continência urinária permite uma avaliação individualizada, desde a investigação da causa da incontinência até a escolha da estratégia cirúrgica mais adequada.

Em caso de dúvidas, agende uma consulta.

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Prof. Dr. Fernando Almeida

Sobre o médico

Quem assina este conteúdo

O Prof. Dr. Fernando Almeida é urologista, cirurgião e professor, atuando como chefe da disciplina de urologia da Escola Paulista de Medicina (EPM-UNIFESP). Possui pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e vasta experiência clínica, dedicando-se ao diagnóstico e tratamento das doenças do sistema urinário de homens e mulheres, do aparelho reprodutor masculino e das disfunções do assoalho pélvico feminino.

CRM-SP: 95644 · RQE: 30284