Disfunção erétil: Como tratar?
18/01/2012 - 10:43am
A disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção peniana adequada para que ocorra a penetração vaginal. É um distúrbio orgânico comum que afeta de maneira importante muitos homens e suas parceiras, acometendo cerca de 30 milhões de americanos, sendo motivo de 400.000 consultas e/ ou procedimentos por ano, nos Estados Unidos. Parece estar relacionado com os grupos etários, pois afeta 1,9% dos homens com 25 anos, 39% dos que se encontram na faixa dos 40 anos e ultrapassa os 50% dos que já atingiram os 70 anos de idade.
A disfunção erétil pode ser dividida em seis categorias, de acordo com sua causa principal:
1 - Psicogênica: de origem emocional. Por exemplo: nervosismo e estresse.
2 – Hormonal: quando há desequilíbrios hormonais. Por exemplo: níveis elevados de prolactina (hormônio produzido na hipófise, situada no cérebro e relacionado com a produção de leite na mulher) e níveis baixos de testoterona (hormônio sexual masculino).
3 – Neurogênica: devido a distúrbio do sistema nervoso central ou nervos periféricos. Por exemplo: alcoolismo, diabetes, trauma raquimedular e esclerose múltipla.
4 – Arterial: quando o problema está nas artérias que irrigam o pênis. Por exemplo: arterioesclerose, traumatismo pélvico.
5 - Disfunção veno-oclusiva (cavernosa): quando o problema está no sistema venoso de drenagem sanguínea do pênis. Por exemplo: trombose da veia peniana.
6 - Farmacológica: em decorrência do uso de substâncias medicamentosas: diuréticos, tranquilizantes, anti-hipertensivos, antidepressivos, corticosteróides, estrógeno, progesterona, tabaco, anfetaminas, opiáceos e cocaína. Dentre os fatores de risco que estão envolvidos no desenvolvimento da impotência sexual temos: a diabetes, o tabagismo, o etilismo, antecedente de doença arteriosclerótica coronariana e cirurgias pélvicas.
Existem vários testes diagnósticos que ajudam o médico urologista a decidir, juntamente com o paciente, o melhor tratamento a ser utilizado. Contudo, esses testes, em sua maioria, ainda carecem de padronização consistente, sendo fundamental que o paciente vença os tabus que cercam a disfunção sexual em nossa cultura e procure passar ao urologista todas as informações a respeito do que está sentindo tanto emocional quanto fisicamente.
Tratamentos disponíveis:
Tratamento oral:
1 – Sildenafil/Tadalafil/Vardenafil- vasodilatadores, inibidores da 5 – fosfodiesterase, enzima presente no corpo cavernoso do pênis e que está envolvida no mecanismo de ereção. Pode promover sérios efeitos colaterais em pacientes cardíacos que usam vasodilatadores do tipo nitratos. Apresenta 76% de sucesso no tratamento da disfunção erétil de diferentes etiologias.
2 – Fentolamina – bloqueador alfa-1 e alfa-2 adrenérgico do sistema nervoso simpático que também está envolvido no mecanismo da ereção peniana.
Vacuoterapia: Não apresenta um índice de satisfação aceitável, com apenas 55% dos casais americanos considerando o método adequado, e tendo como desvantagem o fato de que a ereção não deve se prolongar por mais de trinta minutos.
• Auto-injeção intracavernosa de drogas vasoativas:
1. papaverina – atualmente sua utilização isolada foi abolida devido às complicações que pode causar, sendo a mais temível a fibrose dos corpos cavernosos ou o priapismo, levando a uma lesão irreversível do órgão eretor.
2. prostaglandina E1 (PGE1) – bastante eficiente, com sucesso em 79% dos casos, independentemente da causa que levou à disfunção sexual. O efeito colateral mais importante é a dor no local da aplicação e que ocorre em 40% dos pacientes.
3. associação da PGE1, fentolamina e papaverina – permite a utilização de doses muito pequenas de cada droga, com sucesso superior a 95% dos casos de impotência de qualquer etiologia. É praticamente isenta de efeitos colaterais e não causa dor peniana. Raramente ocasiona priapismo.
• Implante de prótese:
1 - semi-rígidas 98% de sucesso (a mais usada no Brasil).
2 – infláveis 97% de sucesso (devido ao alto custo é raro seu uso no Brasil). A complicação mais importante do uso de próteses é a infecção, que pode ocorrer em 3 – 10% dos casos.
•Salientamos que as informações acima estão bastante resumidas para facilitar a compreensão. Assim, caso haja alguma duvida entre em contato conosco e não se esqueça o Urologista é o especialista que pode orientá-lo da melhor maneira.
Categoria(s) relacionada(s): Câncer Urológico,Disfunção erétil,Dr. Fernando Almeida,Tratamentos,Urologia


3 Comentários Adicione seu comentário
1. Jose Alberto | 28/01/2012 às 9:10
Estou com 70 anos de idade e minha parceira é bem mais nova. Tenho tido constantes problemas de ereção. As nossas relações estão bastante abaladas mais por estas questões. As injeções de prostaglandina, fentolamina e papaverina já não estão surtindo o efeito desejado, uma vez que tenho aumentado as doses. Desejo saber se já é possivel submeter-se ao implante de celulas tronco, e, em caso positivo, mesmo experimentalmente como posso encontrar o caminho para tal ?
2. Antônio Araújo Duarte | 21/02/2012 às 18:35
Tenho 73 anos e tomo Viagra, ou Cialis, etc, para conseguir uma ereção. Como vinha tendo incontinência urinária, meu urologista, após vários exames, disse que eu tinha a bexiga hiperativa, solucionando o problema com ENABLEX 7,5 mg. Mas tenho notado a partir do ENABLEX, uma certa dificuldade de ereção. Dá para relacionar o uso do novo medicamento com a dificuldade de ereção?
Obrigado pela atenção.
3. maria do socorro maciel | 06/03/2012 às 16:11
Dr.Ontem escrevi sobre meu companheiro que ontem me deixou doente.Ele tem 70 anos e e um homem forte no seu dia a dia.Gosta de uma vida saudavel,bom alimento,vinho,mar.
Porem ontem ai ir no banheiro me disse que urinou e saiu um pouco de sangue e em seguida a urina normal,foi a primeira vez.
Hoje foi ao Dr.aqui onde vivemos seis meses de nossas vidas na Inglaterra,ele disse nao ser grave e vai enviar uma consulta a duas semanas proxima pra fazer um exame preciso.
Eu temo ?..eles sao frios a consulta durou segundos e ele viu a urina colhida ali ?..e disse nada grave ?..eu me deprimi e por favor Dr.me responda por email ,pra que eu me acalme e em junho vamos ao Brasil ,para Recife onde ali vivemos.
muito grata ,Dr.
Maria Maciel.
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