Incontinência urinária atinge dez milhões no Brasil, a maioria mulheres

07/11/2011 - 02:18pm


Dez milhões de brasileiros, ou 5% da população, sofrem de incontinência urinária, quando aquela vontade incontrolável de fazer xixi literalmente não consegue ser controlada.
Mulheres, crianças e idosos sofrem mais com o problema, que pode ser prevenido e tratado com exercícios ou cirurgia, nos casos mais graves.

Para falar sobre as causas, como evitar e cuidar desse incômodo, o Bem Estar desta sexta-feira (4) contou com a participação do urologista Fernando Almeida, do ginecologista José Bento e da fisioterapeuta Débora Pádua, especialista em uroginecologia e autora do livro “Prazer em conhecer”.

Perder xixi não é normal. Se isso começar a acontecer com frequência, procure um médico. Por falta de informação ou até por vergonha, muitos indivíduos partem direto para o uso de fraldas ou absorventes. Este problema destrói a qualidade de vida e pode ser resolvido, às vezes sem intervenção cirúrgica.
O assoalho pélvico é um grupo de músculos de controle voluntário que se localiza na porção inferior da bacia, especificamente entre as coxas. Essa rede muscular começa no osso púbico (região baixa do abdômen), passa pelas paredes laterais dos ossos da bacia e se dirige para o cóccix (osso no início da fenda que separa as nádegas).
A função da pelve é sustentar os órgãos internos e proporcionar o correto funcionamento da uretra e do reto. Ela age como válvulas de fechamento, conhecidas como esfíncteres, e também circunda a vagina.
 

 
Quando esses músculos ficam frouxos ou pouco fortalecidos, podem acontecer vazamentos involuntários da bexiga ou do reto. Por isso, exercícios para fortalecer o assoalho pélvico devem ser feitos todos os dias.
Esses movimentos também podem ser realizados por gestantes e são ótimos para quem está se preparando para engravidar. Além disso, é importante fazer atividade física e controlar o ganho de peso sempre, inclusive na gestação. Nos últimos meses, a mulher produz mais urina, a bexiga enche mais rápido e a pressão abdominal é maior por conta do bebê.
Entre os exercícios recomendados, estão contrações para fazer deitado no chão, contrações deitado no chão e com o quadril levantado, agachamento com cabo de vassoura ou rodo, e sentar-se em uma cadeira com bola, almofada ou travesseiro dobrado.

Capacidade da bexiga
Quando temos a primeira de vontade de fazer xixi, a bexiga está com cerca de 150 ml. Quando essa sensação aperta, chega entre 250 e 300 ml.
A quantidade máxima que a bexiga consegue segurar é de 400 ml até 500 ml. Essa já é uma manifestação muito forte. Idosos e adultos não têm diferença na capacidade de armazenamento, o que muda é a força para segurar a vontade.

Xixi na cama
O principal motivo da chamada enurese nas crianças é um atraso no amadurecimento no centro do cérebro que controla a micção. Esse é geralmente um componente hereditário. Se ambos os pais tiveram o problema na infância, a probabilidade de a criança apresentá-lo é de 77%. Já se nenhum dos pais tem antecedentes, a chance cai para 15%.
Eventos causadores de tensão psicológica também são importantes, particularmente quando ocorrem entre os 2 e 4 anos de idade. Meninos, em geral, sofrem mais que as meninas – para cada 3 meninos, são 2 meninas.

Aos 5 anos de idade, 15% das crianças fazem xixi na cama. Aos 15 anos, esse índice baixa para 1%. O melhor a fazer é não repreender, mas explicar que isso é um problema temporário e que você sabe que não foi de propósito. Outra sugestão é pedir que a criança ajude os pais a trocar a roupa de cama.

Para evitar o xixi de madrugada, é bom restringir a ingestão de líquidos à noite, levar a criança para urinar antes de dormir e até acordá-la no meio da noite para ir ao banheiro.
Segundo o urologista Fernando Almeida, até os 2 anos de idade a criança deve sair da fralda durante o dia, e até os 5 anos deixar a fralda à noite.

Fonte: www.g1.com.br/bemestar

Categoria(s) relacionada(s): Clínica Urológica,Dr. Fernando Almeida,Galeria de Vídeos,Incontinência Urinária,Urologia

2 Comentários Adicione seu comentário

  • 1. Ana Cláudia Neves  |  20/12/2011 às 0:28

    Boa noite Dr. Fernando! Em primeiro lugar, parabéns pelo blog, è uma excelente iniciativa.
    A minha pergunta é a seguinte: minha mãe, fez um cirúrgia de perinio, pois ela não conseguia segurar a urina, ela já havia feito uma vez essa mesma cirurgia e não teve sucesso, e agora que fez novamente o problema persiste, no momento ela está em fase de recuperação, ela se operou há dez dias, recorreu ao médico que a operou, mas o médico diz que isso é normal, que é porque a região ainda está inflamada. É normal isso acontecer? Como devemos proceder? Obrigada desde já.

  • 2. Lisiane Seguti Ferreira  |  21/02/2012 às 8:19

    Sou Médica e Professora da Faculdade de Medicina da UNB. Em outubro de 2011, minha mãe foi submetida, aqui em Brasília, a um procedimento médico para investigação de cistite crônica. Três semanas após, iniciou quadro de incontinência urinária franca. O diagnóstico de fístula vesico vaginal (um pertuito entre a bexiga e a vagina) só foi confirmado após consulta a vários colegas. Chegamos ao nome do Professor Doutor Fernando Almeida por meio de uma publicação em revista científica de circulação internacional. Prontamente, ele disponibilizou vaga na sua agenda. Minha mãe foi criteriosamente examinada no dia 06/12 e no dia 09/12, em São Paulo, foi feita a correção cirúrgica da fístula com sucesso. Queremos externar o nosso mais sincero sentimento de gratidão pelo respeito e pela solidariedade com que foi conduzido todo o procedimento. Queremos ressaltar a competência, a seriedade e a habilidade técnica deste cirurgião e de toda a sua equipe. Agradecemos imensamente a Deus por tê-lo colocado em nosso caminho!

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